• Legacy and Alchemy

Dona Ivone Lara: A Primeira-Dama do Samba By Lucas Nobile - Chapter 4 of 15: "Samba, Minha Verd


DONA IVONE LARA

Over the next 2 months, we will present the DONA IVONE LARA story ... in 15 chapters.

In December 2015 at the VISOM Studio in Rio de Janeiro, Dona Ivone Lara recorded her final performances. She recorded her classics: "Sonho Meu" and "Força da Imaginação" for Alexandra Jackson's "ALEXANDRA JACKSON: LEGACY & ALCHEMY" music album.

"Sonho Meu" pays homage to the first 100 years of Samba. The track features Pretinho da Serrinha and Max Viana (whose father Djavan previously recorded "Sonho Meu" with Dona Ivone), with American stars Chris Walker, Darryl Tookes and Curtis King on vocals.

"Força da Imaginação" (co-written by Caetano Veloso) launches the next 100 years of Samba. The track features Pretinho da Serrinha, Max Viana, Ricardo Silveira, Arthur Maia and Marcelo Mariano.

Both tracks were Produced with Robert Hebert for his Legacy and Alchemy LLC international music label.

The tracks were recorded by engineers: Ricardo Dias, Guido Pera, Luther Banks and Danny Leake, mixed by Grammy Award winning engineer Ed Cherney at his mix room at The Village in Los Angeles, and mastered by the legendary Bernie Grundman.

These final recordings reflect well on Dona Ivone's magical career in music.

Chapter 4 of 15

In 1974, Dona Ivone was on the spotlight after recording her song “Tiê” and three others in the LP “História das Escolas de Samba - Imperio” (History of Schools of Samba - Impire) . With Pelão's production, Ivone recorded for the first time “Os cinco bailes da história do Rio” (The five dances of Rio’s history), “Amor inesquecível” (Unforgettable Love), and the beautiful song “Exaltação à Bahia” (Exaltation to Bahia). The latter was the samba-plot with which Imperio Serrano got third place in the carnival of 1966.

Still in 1974, Ivone was invited once again by Pelão, one of the most popular producers of that time, to participate in Música Popular do Centro-Oeste/Sudeste (Popular Music of the Center-West / Southeast). The album brought together composers from both regions and included "Amor Aventureiro", co-written by the Imperians Silas and Mano Décio, and an unpublished composition by Ivone, the song "Andei para Curimá".

For a year, Ivone’s compositions spread across the national radio in the voice of other performers such as "Alvorecer" by Clara Nunes, “Os cinco bailes da história do Rio” by Roberto Ribeiro, and “Amor sem esperança” by Beth Carvalho. In addition, she was invited to record the samba "Vias de fato" on Eduardo Gudin's album. Ivone was excited about what samba could bring her in 1975, but that good phase would be interrupted by sad events.

Ivone was devastated on the news that her eldest son had suffered a serious accident. At dawn on September 19, Odir lost control of his car, dropping from a height of twenty feet. With the car completely destroyed, he was taken to the hospital where he was admitted to the ICU for 45 days in a coma. Extremely attached to his mother, Odir had a very strong connection with Ivone also because of samba and the Imperio Serrano. He had participated in the creation of one of the most representative wings of the school and was a first-rate rhythm player. After leaving the hospital, Odir faced a long recovery, causing Ivone to bring her nursing skills home and to put samba on hold. The impact was even greater when, shortly after Odir's accident, she lost Oscar as a result of a fulminating heart attack. He had been her partner for 28 years.

After two years, in 1977, an irrefutable invitation finally revived Dona Ivone’s spirits. Produced by Jorge Santos and directed by Durval Ferreira, RCA-Victor was creating the album Quatro Grandes do Samba. The album promoted the meeting of some of the greatest Samba composers of all times: Nelson Cavaquinho, Candeia, Guilherme de Britto Bollhosrt, and Elto Antonio de Madeiros. One of the 12 tracks recorded, "Sou mais samba", was performed in a duet by Candeia and Dona Ivone. In the same year, Roberto Ribeiro recorded his fourth album, Poeira Pura, which included "Liberdade", another success of Ivone’s and Delcio’s.

In addition to the great recognition in the music industry, Dona Ivone would have the opportunity to work in the movies. The film was inspired by a short story about Carybé. The filmmaker Iberê Cavalcanti saw in Ivone the character Zulmira de Iansã. In the end, her performance as an actress received a lot of critical acclaim and she even sang "Tie" in one of the scenes from A Força de Xangô (The Xango Force).

The increased significance of her artistic life made Ivone decide to retire from her beloved nursing profession after 37 years of acting in the public service.

After the carnival of 1978, Ivone started recording the album that synthesized all of her trajectory as an artist: Samba, Minha Verdade, Samba, Minha Raiz. Half of the tracks on the album were composed by Ivone and Delcio including “Espelho da vida” (Mirror of Life), “Em cada canto uma esperança” (In Every Corner a Hope), “Nas sombras da vida” (In the Shadows of Life), and “Aprendi a sofrer” (I Learned to Suffer). The album also counted with the participations of Portela composers, making it clear that the rivalry between Imperio Serrano and Portela was limited to the parades in the avenue. Beyond that, the composers worked and lived in perfect harmony.

Despite all the critic’s approval of Ivone's album, the national recognition came at the turn of the year 1979 when Maria Bethânia began recording her new album. Alibi featured "Sonho Meu", the 21-verse samba that would become the most successful song in Ivone's entire career. The song also boosted album’s sales, making Maria Bethânia the first woman to overcome the barrier of one million records sold in Brazil.

In only a year of exclusive dedication to the artistic life, Ivone was already a nationally known figure. She was ready for the next albums and tours throughout Brazil and the world.

Buy the book at : https://www.saraiva.com.br/dona-ivone-lara-a-primeira-dama-do-samba-8994027.html

Capitulo 4 of 15

Em 1974, Dona Ivone não só ficou em evidência pela gravação da musica “Tiê”, mas também pela de outras três canções no LP História das Escolas de Samba - Imperio. Com produção de Pelão, Ivone gravou pela primeira vez “Os cinco bailes da história do Rio” e “Amor inesquecível”, além de interpretar o belíssimo “Exaltação à Bahia”. Esta última foi o samba-enredo com o qual a escola ficou em terceiro lugar no carnaval de 1966.

Ainda em 1974, Ivone foi convidada novamente por Pelão, um dos produtores mais requisitados da época, para participar de um dos discos do volume Música Popular do Centro-Oeste/Sudeste. O disco que reunia compositores das duas regiões incluiu “Amor Aventureiro”, parceria dos imperianos Silas e Mano Décio, e uma composição inédita de Ivone, o partido-alto “Andei para Curimá”.

Durante um ano, Ivone viu composições de sua autoria se espalharem pelas ondas do rádio de todo o país na voz de outros intérpretes como “Alvorecer” por Clara Nunes, “Os cinco bailes da história do Rio” por Roberto Ribeiro e “Amor sem esperança” por Beth Carvalho. Além disso, ela ainda foi convidada a gravar o lindo samba “Vias de fato” no disco de Eduardo Gudin. Ivone sentia-se animada em relação ao que o samba poderia lhe apresentar em 1975, mas por obra do destino, aquela boa fase seria interrompida por tristes acontecimentos.

Ivone perdeu o chão ao receber a notícia de que seu filho mais velho sofrera um grave acidente. Na madrugada de 19 de setembro, Odir perdeu o controle de seu carro e despencou de uma altura de seis metros da Avenida Perimetral. Com o carro totalmente destruído, o rapaz foi levado ao hospital onde ficou internado na UTI por 45 dias, em coma. Extremamente apegado a mãe, Odir tinha uma ligação muito forte com Ivone também por causa do samba e do Império Serrano. Ele participara da fundacao de uma das alas mais representativas da escola além de ser um ritmista de primeira. Depois de deixar o hospital, Odir enfrentaria uma longa recuperação, fazendo com que Ivone levasse seus conhecimentos em enfermagem para casa e colocasse o samba em modo de espera.

O baque seria ainda maior quando, pouco tempo após o acidente de Odir, ela perderia Oscar em decorrência de uma ataque cardíaco fulminante. Ele tinha sido seu companheiro por 28 anos.

Após dois anos, em 1977, um convite irrecusável reanimou os animos de Dona Ivone. Com produção de Jorge Santos e direção de Durval Ferreira, a RCA-Victor preparava o disco Quatro Grandes do Samba. O disco promovia o encontro de alguns dos maiores compositores do gênero em todos os tempos: Nelson Cavaquinho, Candeia, Guilherme de Britto Bollhosrt e Elto Antonio de Madeiros. Uma das 12 faixas gravadas, “Sou mais samba”, foi interpretada em dueto por Candeia e Dona Ivone. No mesmo ano, Roberto Ribeiro gravava seu quarto e novo disco Poeira Pura, o qual incluiu mais um sucesso de Ivone e Delcio, “Liberdade”.

Além do grande reconhecimento na indústria musical, Dona Ivone teria que lidar com outra novidade: o cinema. Iniciando as filmagens de um longa-metragem inspirado em um conto de Carybé, o cineasta Iberê Cavalcanti viu que Ivone tinha o perfil que ele buscava para viver a personagem Zulmira de Iansã. No fim das contas, sua atuação recebeu vários elogios da crítica e ela até cantou seu “Tie” em uma das cenas de A Força de Xangô. Com uma maior aproximação a sua vida artistica, Ivone decidiu se aposentar da sua amada profissão de enfermeira após 37 anos de atuação no serviço público.

Após o carnaval de 1978, Ivone entrou no estúdio da Odeon para gravar o álbum que sintetizou toda a sua trajetória como artista: Samba, Minha Verdade, Samba, Minha Raiz. Metade das faixas do álbum foram compostas por Ivone e Delcio incluindo “Espelho da vida”, “Em cada canto uma esperança”, “Nas sombras da vida” e “Aprendi a sofrer”. O album também contava com participações de compositores da escola rival Portela, ficando claro que a rivalidade entre Império Serrano e Portela se limitava ao desfile na avenida. Fora daquilo, os compositores transitavam e conviviam em perfeita harmonia.

Apesar de toda a aprovação da crítica ao álbum de Ivone, o estouro nacional veio na virada para 1979 quando Maria Bethânia começou a gravar seu novo álbum. A segunda faixa de Álibi era “Sonho meu”, o samba de 21 versos que se tornaria a música de maior sucesso em toda a carreira de Ivone e que impulsionou as vendas do álbum. Maria Bethânia foi a primeira mulher a ultrapassar a barreira de um milhão de discos vendidos no Brasil. Em apenas um ano de dedicação exclusiva à vida artistica, Ivone ja era uma figura conhecida nacionalmente. Que viessem então os próximos discos e turnês em todo o Brasil e pelo exterior.

Compre o livro em: https://www.saraiva.com.br/dona-ivone-lara-a-primeira-dama-do-samba-8994027.html


© 2018 by Legacy and Alchemy LLC